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Dustin Johnson quebra o recorde no Masters

Dustin Johnson breaks scoring record in Masters winFoi sem surpresa que Dustin Johnson conquistou domingo o 84.º Masters Tournament, o único dos quatro majors que se joga sempre no mesmo palco, o do Augusta National Golf Club, em Augusta, Geórgia (EUA). O norte-americano de Columbia, na Carolina do Sul, de 36 anos, sucedeu na lista dos vencedores a Tiger Woods e “roubou” a este e a Jordan Spieth o recorde do mais baixo agregado de pancadas do torneio, com 20 pancadas abaixo do Par.

Foi sem surpresa porque, além de ser o n.º 1 mundial, posição que reforçou e de que maneira, tinha partido para a última volta a liderar com quatro pancadas de vantagem sobre o sul-coreano Sungjae Im, o mexicano Abraham Ancer e o australiano Cameron Smith. E sucedeu que, pela terceira vez em quatro voltas, Johnson registou o melhor resultado, desta vez 68 pancadas, 4 abaixo do Par 72, para um total de 268 (-20).

Naturalmente, acabou por ampliar até a vantagem final para cinco pancadas sobre os segundos classificados, que foram Im e Smith, ambos com 69 a fechar. Na primeira volta, tinha feito 65 (-7) para co-liderar com o inglês Paul Casey; na segunda, 70 (-2), para fazer parte do quinteto de comandantes, juntamente com Ancer, Smith, Jon Rahm e Justin Thomas, estes últimos os números 2 e 3 no ranking. Depois houve aquela terceira volta de 65 (-7), que, essa sim, não foi igualada por ninguém.

Foi a sua segunda vitória em majors, a juntar ao Open dos EUA de 2016. E a primeira, neste capítulo, partindo na frente para a última volta. Nas quatro ocasiões anteriores em que isso acontecera, nunca conseguira selar a vitória. Além de ter facturado 2 milhões de dólares, subiu ao primeiro lugar na FedEx Cup 2020-2021, a mesma posição com que finalizou 2019-2020, com esta recebendo um prémio de 15 milhões de dólares.

Neste ano de pandemia, foi ele sem dúvida o melhor jogador do mundo, com quatro vitórias no ano civil (3 em 2019-2020, 1 em 2020-2021, esta já depois de um 2.º lugar no Vivint Houston Open). E já lá vão 24 vitórias no PGA Tour, e – mas isto já não é novidade – 14 épocas consecutivas com pelo menos uma vitória, a igualar o recorde de… Tiger Woods.

Nem precisava de o dizer. Já dera provas de firmeza no fim da época de 2019-2020. Quando partiu na frente para as últimas voltas do The Northern Trust e do Tour Championship e não desperdiçou as vitórias. Pelo meio, foi 2.º BMW Championship, perdendo para o espanhol Jon Rahm no play-off.

Cameron Smith (67-68-69-69) e Sungjae Im (75-66-67-69) partilharam o segundo lugar com 273 (-15), e Justin Thomas foi 4.º com 276 (66-69-71-70), seguido da estrela norte-irlandesa Rory McIlroy (75-66-67-69) e do sul-africano Dylan Frittelli (65-73-67-72), com 277.

Tiger Woods, coisa histórica, pela negativa, fez um 10 no buraco 12, um Par 3. Mas que compostura, que dignidade. No percurso restante, fez uma série fenomenal de birdie-par-birdiebirdiebirdiebirdie. Para terminar, ainda assim, com 76 (+4), e no lote dos 38.ºs, com 287 (-1).

Langer terminou nos 29.ºs, com 285 (-3), voltas de 68-73-73-71. À frente não só de Tiger Woods como do “cientista” Bryson DeChambeau, que era o grande favorito na bolsa de apostas e grande sensação, depois da vitória no Open dos EUA, e que ficou nos 34.ºs, com 286 (-2).